sábado, 6 de outubro de 2007

Rio Madeira - Humaitá - Am






























O Rio Madeira possui 1.450 quilômetros, sua nascente é na Cordilheira dos Andes, como Rio Beni, depois recebe o nome de Mamoré-Guaporé, sua foz é no Rio Amazonas, onde desagua, nasce na Bolívia e passa por dois estados brasileiros (Rondônia e Amazonas).

Sobre o Rio Madeira “... não havíamos ainda andado quatro léguas quando vimos entrar pela mão direita um rio muito grande e poderoso, maior que o que percorríamos e por isso lhe pusemos o nome de Rio Grande (hoje Madeira) . (Diário de viagem do Frei Gaspar Carvajal, de 10 de Junho de 1542).

Curiosidade: Antes da chegada do colonizador português, o Rio Madeira chamava-se Cayari que significa “Rio dos Cajás”. O nome Madeira é porque nas cheias o rio vem trazendo muitos troncos de árvores que arranca de suas margens. Suas águas são barrentas porque seu leito ainda está em formação, o que provoca inclusive o fenômeno das “terras caídas” que são pedaços de barranco que ele leva consigo.     

HUMAITÁ-AM. Causa das cheias no Rio Madeira estão relacionadas as chuvas na cabeceira do rio e principalmente ao degelo da Cordilheira dos Andes, no Peru. E segundo as previsões, o nível do Madeira deve começar a subir a partir da segunda quinzena de outubro. Por conta da seca no Madeira, as embarcações estão tendo que diminuir a carga. Ocorreram alguns acidentes próximo a cidade de Humaitá-Am, com embarcações naufragando e encalhando.

PORTO VELHO-RO. Os riscos para a navegação do Rio Madeira, em Rondônia, continuam. O rio tem baixado em média dois centímetros por dia. A profundidade média do canal de navegação do Madeira, que já foi de 12 metros, está de 2,5 mt.

Mas a seca deste ano ainda está longe de ser a maior dos últimos anos. A maior foi registrada em 25 de setembro de 2005. Na época, uma profundidade de 1,96 mt. As ambarcações de grande porte ficaram impedidas de navegar. A seca deste ano já obrigou a Marinha a proibir a navegação durante a noite, em trechos como o de Porto Velho ao distrito de Calama. Enormes bancos de areia se formaram ao longo do rio, e esse não é o único risco de acidente. Fileiras de pedras apareceram no caminho.

Fonte: Portal Amazônia (Adaptado) - Comentários - Gilberto de Souza Marinho

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